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30.7.12

Frederico Lei Casadochoupo

Sim, esta é uma sequência (ou sequela) do post Brincando de Smithsonian Naquele post, eu falava do que faria com uma quantidade estúpida de grana e boa vontade pública. Várias das propostas já se tornaram antiquadas, com as áreas livres mencionadas já ocupadas. Vamos ver se dessa vez, por engano, alguém lê e encampa...

Projeto: áreas verdes para o Rio.

Ao contrário do propalado, a quantidade de área verde por habitante do Rio é relativamente pequena. Pode parecer um contrasenso falar isso ao se olhar no Google Earth para a cidade, com os imensos parques naturais da Pedra Branca, da Tijuca, e do Mendanha. Mas é que esses parques - ou melhor, essas florestas dispostas sobre morros íngremes - não são parques no sentido de áreas verdes que se prestam a uma utilização intensa para o lazer ao ar livre. Cabe menos gente curtindo um domingo de sol nos 32Km2 da floresta da Tijuca do que no quilômetro e meio do Aterro do Flamengo. E esse quilômetro e meio é muito pouco. Não que o Rio se destaque - o maior parque efetivo de São Paulo é o Ibirapuera, apenas um pouquinho maior que o Aterro, e os "parques" paulistanos maiores incorporam, como no Rio, áreas naturais (SP está melhor na quantidade de parques médios, como o Vila Lobos). E a situação é parecida na maioria das cidades brasileiras; Brasília, cujo Parque da Cidade tem mais de 4Km2, é uma exceção. Assim, e tendo em vista a importância até para a saúde do lazer ao ar livre, seria interessante a criação de grandes parques no Rio.

Por outro lado, o zoológico da Quinta da Boa Vista está uma vergonha. Em parte, isso é por conta do descaso administrativo e falta de manutenção, mas em parte é uma simples questão de espaço mesmo. O problema é comum em zoológicos antigos; foi parcialmente resolvido, no zoológico de São Paulo, e tendo em vista a restrição dos recursos, mandando boa parte dos bichos embora. Mas já que eu estou pleiteando recursos ilimitados (sei lá, do Eike), vamos ignorar isso de restrição de recursos.

Existem algumas áreas verdes bem significativas no perímetro urbano da metrópole do Rio de Janeiro. Além daquelas de morro, já mencionadas, elas são

Alagadiços da Zona Oeste
Base Aérea de Santa Cruz
Plantações de aipim e coco em Santa Cruz
Aeroporto de Jacarepaguá
Base aérea dos Afonsos
Campo de treinamento (de artilharia) do Gericinó
Granja (antigamente de criação de animais para abastecimento de navios) da Marinha, em Caxias


Desses, os dois primeiros podem ser descartados. Um já deveria ter virado área de preservação ambiental, e o outro é uma base que provavelmente será expandida no futuro. Os cinco de baixo, entretanto, poderiam ser usados para se fazer grandes parques urbanos. Não se trata de área passível de 'preservação' ambiental, mas de requalificação para virar parque, já que são poluídas e/ou utilizadas por veículos pesados. E não são tão úteis em sua configuração atual, já que as áreas das forças armadas são pequenas demais para treinamento militar, e o aeroporto de Jacarepaguá é um aeroporto de negócios secundário, sem a importância eg do Campo de Marte. Além disso, com a transformação do aeroporto em Jacarepaguá em heliporto, e portanto das restrições à altura dos prédios nos cones de aproximação, se dobraria a área construível no Centro Metropolitano da Barra, o que seria bom para a cidade e melhor para as construtoras que financiam campanha de tanto político.

Num dos parques, se situaria o novo zoológico, à moda do Bronx Zoo, enquanto meia dúzia de bichos (eu sugeriria as aves, alguns dos veados, e répteis) apenas ficaria na Quinta. O melhor, para mim, seria na Granja da Marinha, porque fica às margens da BR-040 e de uma estação de trem, e na Baixada Fluminense que carece de grandes equipamentos culturais. E já que bichos, especialmente ungulados, já fedem mesmo, não ia ser problema o fato de estar próximo ao mangue e ao (prestes a ser fechado) aterro de Gramacho. Os outros poderiam ficar apenas como parque mesmo. No do Gericinó, poderia ser feita uma grande quadra de funk oficial, além de com árvores grandes em volta bloqueando o som para os vizinhos. No de Santa Cruz, uma expansão da "cidade das crianças," com piscinão. No Campo dos Afonsos, a pista pode até ser mantida, como expansão do museu aeroespacial.

2 comentários:

Anônimo disse...

O "Parque do Estado" em São Paulo é maior do que o Ibirapuera e é totalmente plano, não havendo áreas ingrames nas suas dependencias...

Tiago Thuin disse...

Eu não disse que os parques de São Paulo maiores são íngremes (não são, fora a cantareira, que mal está no perímetro urbano). Disse que boa parte deles não serve propriamente de parque urbano, e isso se aplica também ao Parque do Estado. A maior parte do Parque do Estado não é acessível ao público, e boa parte do que é acessível é mata fechada, como as florestas do Rio.