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20.6.08

Brincando de Smithsonian

Tá, minha brincadeira de "ah se eu tivesse grana" não é interessante pra ninguém mais. Mas em compensação eu arrumei um monte de links maneiros. Clica sem ler, a esmo. (Não são os sites oficiais da coisa mencionada, na maior parte dos casos)


 


Então, se eu tivesse a fortuna do Carlos Slim Helú:


 


 


 


6bn de dólares vão pra renovação da Biblioteca Nacional.  Um concurso arquitetônico internacional seria feito para escolher uma proposta de renovação e uso dos edifícios, que incluiriam o presente, o Palácio Gustavo Capanema , e o quarteirão entre a Beira-Mar, a Presidente Wilson, e a Presidente Antônio Carlos, que seria reformado ou arrasado, à escolha do projeto.  Além disso, seriam construídas ou adaptadas unidades regionais em Porto Alegre, São Paulo (na região do Anhangabaú ), Goiânia, Recife e Belém.  Seriam 2bn em prédios, e 4bn num fundo de renovação permanente do acervo. Arquitetura líquida pro prédio novo do Rio, estilo internacional pra São Paulo, neomoderna em Goiânia, high-tech no Recife e verde em Belém e PoA.


 


Outros 8bn de dólares seriam distribuídos igualmente entre  UFF , UFRJ , UFAM , UERJ , UCAMFiocruz, UFABC, e PUC-SP .  Façam o que quiserem com o dinheiro.


 


Com 10bn, seria criado o Instituto Carioca de Tecnologia, imitação barata do MIT , distribuído pela zona portuária  e ao longo da Presidente Vargas, incluindo alojamentos para estudantes naqueles sobrados atrás da Marechal Floriano, e uma biblioteca central no prédio art deco que tem na Santa Luzia. A princípio, não teria matérias de humanas, só exatas, biológicas (não médicas) e aplicadas.


 


1bn iria para a criação, onde hoje se encontra o gasômetro, de um aquário público  de grandes dimensões (o maior do mundo , hoje, é o de Osaka , que custou uns 170 milhões), e para sua manutenção. A idéia é algo que teria um caráter mais sério do que o da SeaWorld (nada de shows, em geral), mas teria um número grande o bastante de atrações interativas (fora os sempre populares túneis dentro de aquários gigantes) para ser atraente em si. 


 


1bn para a ampliação do Rio-Zôo , incluindo as compensações pela área hoje ocupada por presídio , exército , etc, e um mergulhão substituindo a avenida Bartolomeu de Gusmão.


 


1bn para a reforma geral  do Museu Nacional, incluindo a construção de grandes salões subterrâneos para a área de paleontologia, para a reserva e para estacionamento (as duas primeiras ligadas diretamente ao palácio da boa vista), e de um prédio pequeno para a área administrativa e letiva.


 


0.5bn para a criação do Museu da Intolerância, em São Cristóvão, focado na escravidão brasileira, mas com direito a exposições sobre outros horrores como o Holocausto, Ruanda, Bósnia, etc, sobre outras escravidões, inclusive as atuais ou as da Roma Antiga, sobre a Passagem Atlântica e sobre o racismo e preconceito étnico.


 


1bn para o Museu da África, na Gamboa, parte em moldes similares aoMuseu Afro-Brasil, mas com muito mais sobre a África propriamente dita.


 


1bn para um museu de transportes na Estação Barão de Mauá, da antiga Leopoldina.


 


2bn para os museus da praça Mauá. Um do mar, no píer, e um das Índias no prédio da Portus. Ao lado do museu do mar, no lado direito do píer, talvez fosse o caso de se construir uma marina.  O museu do mar seria acima de tudo um museu de ciências, com todos os experimentos e informações tendo algo a ver com o mar, mas utilizando o tema para falar de processos físicos, de geologia, de biologia, etc. (E incluindo, claro, a forma como a pesca industrial está esvaziando o mar).  O das Índias teria como tema central o império colonial português, e partiria daí pra contemplar a evolução das rotas de comércio no mundo, as trocas entre Brasil e África, as artes e sociedades do Oceano Índico, a construção das naus, de onde vieram as árvores das ruas do Rio de Janeiro...


 


2.5bn para enterrar as oficinas do metrô e as linhas de trem da Central do Brasil e da linha 2 até o ponto onde se separam os ramais norte e oeste,  e construir um parque por cima, incluindo a reforma (com um grande teto de vidro sobre as plataformas) da Central, e a criação de uma estação de trêm e ônibus integrada (com o espaço de veículos enterrado) no lugar da atual (e vergonhosa) estação de São Cristóvão.


 


1bn para o "Museu dos mil povos," perto da Luz. Falando não apenas da imigração brasileira, passada e corrente, mas também de todos os movimentos migratórios no mundo, dos coiotes na Frontera mexico-americana aos Velhos Crentes russos no Mato Grosso e na Bolívia, passando pelos chineses no Tibet e israelenses nos territórios ocupados, pela imigração balcânica na Suécia, pelos armênios na França... Com um centro de apoio ao imigrante e uma Casa da Bolívia anexos.


 


1bn para o Museu Geográfico Brasileiro, no Eixo Monumental. O museu teria um saguão de entrada sobre uma gigantesca maquete do Brasil, com pele de lcds flexíveis pra poder projetar diferentes dados na pele da maquete, e falaria de todo tipo de questão ligada à geografia, da geofísica aos deslocamentos diários de grupos humanos. O museu teria também um programa itinerante, focado não em cidades mas em quilombos e áreas indígenas. 


 


6bn para a Universidade do Nordeste, a ser criada em Natal, com uma ênfase nos cursos de história, física, neurologia , paleontologia , e em engenharia especificamente na geração de energia de fontes alternativas .


 


6bn para a Universidade do Mercosul, em Asunción, que começaria suas atividades com grupos formados por professores convidados das principais universidades de todos os países do bloco, para determinar necessidades e possibilidades; um dos campos de atuação de ponta iniciais seria o sistema dos rios Paraguai-Paraná, outro seria línguas sul-americanas, outro ecologia.  


 


1.6bn para a aquisição, reforma e conversão em habitação social  (de preferência através de aluguel social, não de casa própria) de prédios e sobrados  em centros urbanos . O Brasil, com um dos maiores déficits habitacionais do mundo, não utiliza de maneira significativa essas duas alternativas, muito mais baratas e interessantes do que a construção de casas próprias de má qualidade na PQP .


 


1.4bn para a revitalização dos rios São Francisco e Paraíba do Sul. Nâo "plantar árvores," mas um processo em que as prioridades e processos seriam decididos em colaboração com as comunidades ribeirinhas, e que incluiria a aquisição de terras hoje destinadas ao agronegócio, ou nas mãos de latifundiários, para a criação de reservas de desenvolvimento sustentável (tá, a palavra mais usada do milênio. No caso, quer dizer reservas públicas, inalienáveis, sob administração da comunidade local).


 


.5bn para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (façam o que quiserem com a grana).


 


.25bn para a Pinacoteca do Estado de São Paulo (idem)


 


.25bn pro MAM-RJ (ibidem)


 


.5bn para a criação, em Manaus, de um museu e centro de estudos sobre o Rio Amazonas. Sem arquitetura preferida. O museu incluiria um aquário, obiviamente.


 


2bn para comprar cinemas antigos Brasil afora (começando pela Cinelândia do Rio) e pôr os ditos-cujos, reformados, pra passar filmes velhos e novos (inclusive animação) a preço de custo. Nas cidades grandes, cada um com uma especialidade; por mim o Metro Boavista passava filme alemão, o Cine Imperial japonês, o Pathé francês, etc.


 


1bn para o Museu da Ciência, próximo à estação Santo André da CPTM. Cópia barata, evidentemente, de La Villette.


 


.6bn para restaurar o campo de Santana, fazendo um mergulhão na Presidente Vargas naquela altura (e o concomitante desvio do metrô).


 


50 M para uma estação de barcas em São Gonçalo.  Arquitetura líquida.


 


400 M para a construção de uma estação central de trens em São Paulo, porque a idéia de usar a Luz, com suas quatro pistas e três plataformas, desse jeito é burrice. De preferência próxima à Luz, porque assim dá pra ter integração com as linhas 1 e 4 do metrô, e tendo uma torre com relógio em cima.


 


600 M para a construção de dois arranha-céus: um no Catete-Glória, utilizando os planos do Gaudí para um hotel (originalmente previsto pra ocupar a área em que hoje tá sendo construída a Torre da Liberdade), outro na avenida Paulista, com concurso de arquitetura, que deveria ter pelo menos 800 metros. Tá, podem falar de charuto, mas eu sempre achei que faltava um bom mirante à ex-terra da garoa. Pra respeitar as tradições arquitetônicas locais, pode pôr uma antena, com estrutura de sustentação à torre Eiffel, em cima.


 


400 M para a construção de uma rede de albergues para mendigos "inteligentes," que seriam pagos, na base de um ou dois reais por noite, e teriam projeto feito de modo a minimizar os custos de manutenção e higiene, se tornando o mais perto possível de auto-sustentáveis.


 


 


Em todos os prédios a ser construídos acima, o concurso de arquitetura tem 10 jurados, cada um dando nota de um a cinco. Além disso, quem fizer o projeto dentro do estilo preferido (que não seria divulgado) ganha cinco pontos, quem for de país subdesenvolvido ganha mais cinco, quem for da América do Sul mais cinco. Os cinco primeiros colocados ficam abertos à votação pública (pela internet, ou valendo o quádruplo em urnas no local) por um mês, e o primeiro lugar nessa votação soma mais dez pontos, o segundo lugar cinco pontos.


 


PS Arquitetura high-tech é isso http://www.centrepompidou.fr/Pompidou/Accueil.nsf/tunnel?OpenForm e isso http://baugeschichte.a.tu-berlin.de/bg/lehre/veranstaltung_dokumentation.php?det_id=125&veranst_id=18&veranstaltung=vorlesung&semester=


 


Arquitetura líquida é isso http://www.sr.se/diverse/appdata/isidor/images/news_images/1278/30714_366_220.jpg ou  isso http://vcity-c825.uibk.ac.at/liquidarchitecture/menu_projekte.html pro Rio, já foi sugerida usando o estilo a Cidade do Sexo. Que, obviamente, quando saiu das idéias de um arquiteto para a cabeça do prefeito, foi transferida de Copacabana para a Gamboa. Afinal, Copacabana é lugar de cidadãos de bem(ns).

4 comentários:

Greco disse...

Você tem alguma coisa contra Minas Gerais, Thuin? Porque a única referência é ao São Francisco.

Tiago disse...

Ué, eu não menciono a imensa maioria dos estados brasileiros. ;)

Nada contra, só não pensei em nada de mais interessante. Se bem que fazer uma "universidade do vale do aço" talvez fosse interessante. Com ênfase em antropologia, sociologia e ecologia.

Mas aí o dinheiro do Slim já acabou.

Greco disse...

Ué, eu não menciono a imensa maioria dos estados brasileiros.

Tá, mas deixar de mencionar o Amapá não é a mesma coisa, convenhamos...

Na verdade, a bronca é por deixar de lado a UFMG, ou todo o resto das federais mineiras. Eu podia reclamar da ausência da UnB ou da UFRGS, mas não brasiliense nem gaúcho e não trabalho em nenhuma das duas. :)

Rodrigo disse...

Para gerir todas essas obras, Cesar Maia e Conde!!!