Pesquisar este blog

4.6.08

Pedindo ajuda aos universitários

Na sua tentativa de, a qualquer preço, constituir capital político para uma campanha presidencial em cima de um dos ministérios mais ricos e menos relevantes do Brasil pós-ditadura, Nelsom Jobim dá a entender que pretende fazer uma ampla reforma das instituições militares brasileiras, do alto-comando (que passaria a existir) ao recrutamento (que passaria a existir, de certa forma).

Quanto ao recrutamento, uma das mudanças aventadas é a que instituiria a opção pelo serviço social obrigatório. Não quer servir no exército, pegar em armas, dormir em dormitório, levar esporro de sargento? Ótimo, você vai trabalhar por um ano e meio, uma média de 16 horas por semana, em algum serviço público, recebendo salário mínimo por isso.

Além de achar a idéia ótima (sim, mesmo se for retroativa :P), acho que pode ser uma boa solução pra universidade pública. Veja bem, a universidade pública significa, de certa forma, um subsídio pra quem poderia pagar. Acaba sendo a classe média ascendente que paga por faculdades particulares, enquanto a elite da elite vai para as universidades federais ou pras estaduais paulistas (quando muito, pras PUCs). Mas tornar a faculdade pública paga esbarra em problemas políticos e práticos - estes, relacionados ao custo de um sistema misto, já que obviamente a idéia não é cobrar de todo mundo.

Então, talvez o serviço social obrigatório fosse a solução. Além dos 18 meses a que todo mundo é obrigado, quem se formar em faculdade pública poderia ter mais 18 meses obrigatórios, que podem ser reduzidos em até 2/3 se se aceitar um emprego de tempo integral em local remoto.

2 comentários:

Marcus disse...

Concordo inteiramente. A idéia do serviço civil para recém-formados nas universidades públicas foi uma das poucas boas idéias de Fernando Collor.

Só não pode ser como ele propôs, que quem tenha dinheiro para pagar, que pague. Eu acho que não deve haver essa distinção, e que o filho da elite tem que ser tratado da mesma forma que o das classes mais baixas.

Anônimo disse...

Concordo, mas nestes 36 meses de trabalho escravo o governo deveria abolir os impostos abusivos e imorais que ele cobra e dá muito pouco em troca.
Afinal temos já não basta os 4 meses do ano que trabalhamos para pagar imposto temos que trabalhar mais 36 meses obrigados.