O uso disso como fonte de energia genérica, no entanto, é problemático. Primeiro porque não é lá a energia mais confiável do mundo. Segundo porque os custos de instalação e manutenção ainda são (e continuarão, ausente alguma revolução científica tipo femtotecnologia) meio muito altos. Terceiro porque, mais ainda do que fontes de energia já consideradas "sujas," como a das freagens do dito metrô*, ou de usinas eólicas, seria bem difícil fazer com que essa energia se tornasse algo constante, em ciclo e voltagem, que pudesse ser aproveitado por diferentes equipamentos.
Agora, os usos diretos são incrivelmente fodas. Imaginem, por exemplo, instalar luzes (com LEDs, elas podem ser bem fortes) ao longo de caminhos e picadas por parques remotos? Ou câmeras de observação animal que poderiam ser basicamente eternas? Ou - pensem bem - um palco de show que amplificasse o som quanto mais o povo se mexesse? Luzes de guia ativadas pelas passadas em tudo quanto é corredor? Telas de informação defronte a esculturas ao ar livre? Esculturas cinéticas movidas pela energia elétrica dos passantes?
Finalmente uma cyberpunquice do mundo que não é deprimente, mas maneira.
*Metrôs e trens de subúrbio, hoje em dia, cada vez mais adotam o que se chama de "freagen regenerativa," isto é, ao invés de um freio de atrito direto, o que freia o trem é o próprio motor, só que no modo reverso, funcionando como gerador.

45W
Nenhum comentário:
Postar um comentário