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21.8.07

Ainda os aviõezinhos

Hoje, quando chegava ao trabalho, o porteiro do prédio assistia ao noticiário matutino. Nele, um avião que deu uma freada, assustando os passageiros foi tratado como notícia e exemplo da "crise aérea."

Alguns dados que podem parecer estranhos pra quem tem seguido a mídia brasileira nos últimos 12 meses:


1 - Os aeroportos mais lotados do Brasil, Congonhas e Guarulhos, têm por volta de nove e oito milhões de passageiros por pista por ano. Tóquio e Los Angeles têm mais ou menos 30 milhões, e londres mais de quarenta. A média de grandes aeroportos internacionais é de uns dezesseis.

2 - A espera mediana em aeroportos brasileiros de grande porte ainda é inferior a meia hora. Nos EUA, ela já passa de duas horas, e na EU está em por volta de uma hora.

3 - A idade média da infraestrutura aérea brasileira é menor do que a da OCDE.

4 - No Brasil, como no resto do mundo, o aumento enorme do número de atrasos e confusões em aeroportos está diretamente relacionado a um dado simples: o aumento enorme do número de passageiros nos últimos sete anos, graças às companhias de baixo custo. Bem, nem tão baixo custo assim por aqui, agora que virou duopólio.

5 - O maior problema facilmente evitável da aviação nacional no momento, e que deveria ser punido pela ANAC, é simples: avião virou lotada. Cansei de ouvir estórias (comigo aconteceu uma vez) de gente cuja companhia aérea, principalmente a TAM, cancelou vôos até que se enchesse um avião. Vide duopólio, acima.

6 - Nesta década, dos grandes aeroportos brasileiros, só o Galeão (que ainda está subutilizado) não passou ou está programado para passar em breve por um grande programa de obras. O Santos Dumont foi duplicado, o sistema de trânsito de Congonhas foi refeito e o terminal de embarque ampliado, Brasília está sendo duplicado, Guarulhos está programado pra entrar na roda...

Um comentário:

Alex disse...

Sempre me informei pelo meios "normais", já que meus pais assinam Estadão e assinavam Veja, mas quanto mais leio esses veículos, mais chego a óbvia conclusão de que o jornalismo praticado é péssimo. Não questiono a parcialidade, pois é impossível escrever um texto sem defender algum tipo de ponto de vista, mas questiono, sim, a escolha das reportagens e a difícil separação entre a informação e a opinião (principalmente na Veja).
Em relação a crise aérea, gostaria que você colocasse um link ou mostrasse de onde vem essas informações postadas.